Nada melhor do que estar em uma churrascaria e ser servido com uma carne extremamente macia e saborosa, não é mesmo? Em alguns casos, a textura tenra e os sabores naturais estão tão acentuados que você já pode ter ficado impressionado. Isto porque você, provavelmente, experimentou uma carne maturada. 

Em termos simples, este tipo de carne, geralmente de boi, passa por um processo de amaciamento sem adição de qualquer tipo de produto ou ingrediente, o que faz com que, naturalmente, a peça tenha suas melhores características acentuadas.

Entenda como funciona este processo e quais são as suas vantagens em relação a uma carne que não é submetida a ele! 

Maturação: uma “arte” frigorífica

A maturação da carne, este método de amadurecimento que a deixa tão macia e saborosa, é um processo natural em que as enzimas que já existem no animal atuam com mais tempo nas fibras e promovem uma sequência de transformações na peça. Apesar de a explicação ser simples, não é tarefa fácil desenvolver esta atividade. 

Para ser maturada nos métodos mais tradicionais a carne deve ser embalada a vácuo e mantida a uma temperatura que seja superior ao seu ponto de congelamento. O método mais utilizado é chamado de wet age ou maturação úmida.

Além disso, maturar uma carne não é um procedimento rápido! Para se chegar aos resultados esperados, tanto de suculência como de paladar, é preciso, no mínimo, 7 dias de “descanso” nas condições ideais.

Tempo: o grande diferencial

É justamente a quantidade de tempo dedicada ao processo de maturação que diferencia a carne maturada de uma que não passou por esta etapa. Enquanto a carne “convencional” é levada para distribuição em frigoríficos cerca de 2 dias após o abate, as peças maturadas podem ficar até 20 dias descansando, tendo as fibras relaxadas e, assim, ganhando mais sabor e suculência. 

De acordo com alguns estudos da área, a carne chega à sua maturação ideal entre o 8º e 12º dia. Nada impede, no entanto, que algumas peças especiais sejam mantidas por até 5 semanas nestas condições! 

Manter a carne sob controle de temperatura e umidade por tanto tempo não é uma tarefa fácil — e nem barata — para a indústria frigorífica. Assim, estes custos acabam sendo repassados ao consumidor que compra uma peça deste tipo ou opta por saboreá-la em uma churrascaria.

Um dos principais fatores que encarece a produção é a disponibilização das câmaras frias por dias seguidos e funcionários para analisar e verificar com frequência se a maturação está acontecendo conforme as expectativas. 

Dry aged: uma maturação diferente

As queridinhas do momento no que diz respeito à carne maturada são as peças conhecidas como dry aged, um processo de maturação feito a seco. Diferentemente do que explicamos anteriormente, em que a carne é embalada a vácuo, neste caso a peça é exposta sem proteção em uma câmara fria com temperatura controlada que varia entre e 0ºC e -2ºC por até 60 dias! 

O resultado é uma carne com sabor totalmente diferenciado e que atinge um nível do paladar chamado pelos estudiosos de “anami”, um excitador natural das papilas gustativas e que se encontra entre o doce e o salgado. Devido aos custos do processo, uma peça de carne que passou pelo dry aged também têm preços mais elevados no mercado. 

Agora que você já sabe o que é a carne maturada e como ela é feita, que tal experimentar esta iguaria? Se você já é um consumidor, conte para a gente nos comentários o que mais te atrai: textura ou sabor? 

Fonte: Sale Grill

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Nada melhor do que estar em uma churrascaria e ser servido com uma carne extremamente macia e saborosa, não é mesmo? Em alguns casos, a textura tenra e os sabores naturais estão tão acentuados que você já pode ter ficado impressionado. Isto porque você, provavelmente, experimentou uma carne maturada. 

Em termos simples, este tipo de carne, geralmente de boi, passa por um processo de amaciamento sem adição de qualquer tipo de produto ou ingrediente, o que faz com que, naturalmente, a peça tenha suas melhores características acentuadas.

Entenda como funciona este processo e quais são as suas vantagens em relação a uma carne que não é submetida a ele! 

Maturação: uma “arte” frigorífica

A maturação da carne, este método de amadurecimento que a deixa tão macia e saborosa, é um processo natural em que as enzimas que já existem no animal atuam com mais tempo nas fibras e promovem uma sequência de transformações na peça. Apesar de a explicação ser simples, não é tarefa fácil desenvolver esta atividade. 

Para ser maturada nos métodos mais tradicionais a carne deve ser embalada a vácuo e mantida a uma temperatura que seja superior ao seu ponto de congelamento. O método mais utilizado é chamado de wet age ou maturação úmida.

Além disso, maturar uma carne não é um procedimento rápido! Para se chegar aos resultados esperados, tanto de suculência como de paladar, é preciso, no mínimo, 7 dias de “descanso” nas condições ideais.

Tempo: o grande diferencial

É justamente a quantidade de tempo dedicada ao processo de maturação que diferencia a carne maturada de uma que não passou por esta etapa. Enquanto a carne “convencional” é levada para distribuição em frigoríficos cerca de 2 dias após o abate, as peças maturadas podem ficar até 20 dias descansando, tendo as fibras relaxadas e, assim, ganhando mais sabor e suculência. 

De acordo com alguns estudos da área, a carne chega à sua maturação ideal entre o 8º e 12º dia. Nada impede, no entanto, que algumas peças especiais sejam mantidas por até 5 semanas nestas condições! 

Manter a carne sob controle de temperatura e umidade por tanto tempo não é uma tarefa fácil — e nem barata — para a indústria frigorífica. Assim, estes custos acabam sendo repassados ao consumidor que compra uma peça deste tipo ou opta por saboreá-la em uma churrascaria.

Um dos principais fatores que encarece a produção é a disponibilização das câmaras frias por dias seguidos e funcionários para analisar e verificar com frequência se a maturação está acontecendo conforme as expectativas. 

Dry aged: uma maturação diferente

As queridinhas do momento no que diz respeito à carne maturada são as peças conhecidas como dry aged, um processo de maturação feito a seco. Diferentemente do que explicamos anteriormente, em que a carne é embalada a vácuo, neste caso a peça é exposta sem proteção em uma câmara fria com temperatura controlada que varia entre e 0ºC e -2ºC por até 60 dias! 

O resultado é uma carne com sabor totalmente diferenciado e que atinge um nível do paladar chamado pelos estudiosos de “anami”, um excitador natural das papilas gustativas e que se encontra entre o doce e o salgado. Devido aos custos do processo, uma peça de carne que passou pelo dry aged também têm preços mais elevados no mercado. 

Agora que você já sabe o que é a carne maturada e como ela é feita, que tal experimentar esta iguaria? Se você já é um consumidor, conte para a gente nos comentários o que mais te atrai: textura ou sabor? 

Fonte: Sale Grill